2 comentários:
De VALROCHA a 6 de Fevereiro de 2009 às 13:54
Amigo:
Não consigo sair do MARIUS... Aquelas páginas de música são um encanto, que já divulguei tanto!
Não sabia que também tinha este Blogue, que descobri por acaso (como no caso do MARIUS). É um crime não ter maior divulgação!!!
Você é fantástico, meu AMIGO!
Gosto de tudo o que publica.

Valdemar Rocha
nobre-luso@hotmail.com
(58 anos)
Valongo


De Sérgio O. Sá a 14 de Fevereiro de 2009 às 21:34
Para o Márius, pois como ele me sinto alentejano, embora seja duriense, e para todos os alentejanos, este poema produzido em 2002, em Monsaraz.
DEPOIS DO CREPÚSCULO
Fim de terde.
O Sol acaba de se esconder
para lá do horizonte,
deixando atrás de si
um rasto luminoso
que avermelha o céu.
A estrela do pastor já quer luzir
anunciando a hora da recolha.
E mais perto ou mais distante
a paisagem é riscada
pela sonoridade doce
de mil chocalhos que se apressam
porque o crepúsculo se definha
a cada instante.
Repete-se o ritual
que faz esquecer o tempo
que perde a conta dos dias,
mas lembra a hora em que o sino,
no campanário da igreja
das aldeias que a têm,
tocava as ave-marias.
Entretanto a noite cai
para envolver de espessa sombra
todo este meu redor
e transformar a natureza
em vultos indefinidos e mudos
que se escapam quando rasgo as pupilas para os ver.
Só o mormúrio do silêncio me faz companhia.
E enquanto o luar não chega,
nem o mocho pia.
E meu pensamento?
Quem o guia,
se nem há vento?
E para onde o levar
se ele quer aqui ficar?

In. ONDE APANHEI ESTES VERSOS
- Poemas no Alentejo -


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